A idade dos fósseis

Reportagens da imprensa freqüentemente descrevem o achado de ossos e fósseis de animais que existiram há milhões de anos. Como cristão que crê na Bíblia e um criacionista, minha impressão é de que não podem ser tão antigos. Mas não tenho certeza. Como podem os cientistas determinar a idade destes espécimes? Quão confiáveis são suas datas?

É verdade que os jornais, revistas científicas e compêndios, bem como a maior parte dos museus de história natural, sugerem que a vida evolveu na Terra durante muitos milhões de anos. Isto está em contraste agudo com o relato bíblico de uma criação recente por Deus em seis dias. Muitos se perguntam quem tem razão.

Cientistas determinam a idade dos fósseis de vários modos, mais comumente pela posição nos estratos das rochas e sua relação com outros fósseis. As rochas mesmas são datadas pelo uso de vários métodos complexos, os mais importantes sendo os métodos de datação radiométrica tais como urânio-chumbo ou potássio-argônio. Às vezes estes métodos dão as datas esperadas pêlos cientistas e às vezes não. O problema é que um numero de fatores pode mudar a concentração dos elementos usados em determinar as datas. Por exemplo, um fluxo de lava recente no Havaí que foi datado historicamente do ano 1801 de nossa era deu uma data de potássio- argônio de 1,1 milhões de anos porque excesso de argônio foi retido na lava. Aqueles que crêem numa criação recente por Deus como descrita na Bíblia usualmente explicam as velhas datas radiométricas obtidas na base de mudanças esperadas durante a convulsão do Dilúvio descrito em Génesis.

Outros cientistas que crêem numa criação recente assinalam que material rochoso muito antigo podia estar presente numa terra vazia muito tempo antes da criação da vida durante a semana da Criação, que ocorreu faz alguns milhares de anos. Algumas destas rochas teriam sido encorporadas em estratos fossilíferos durante o dilúvio de Génesis. Datando os fósseis por estas rochas antigas daria a impressão falsa de idade antiga para fósseis recentes.

Há alguns dados científicos que sugerem que as longas épocas geológicas de bilhões de anos estão erradas. Por exemplo, a velocidade presente de erosão de nossos continentes é muito grande, tão grande que nossos continentes presentes teriam sido reduzidos ao nível do mar centenas de vezes durante as épocas geológicas que assumem. Como estão ainda aqui, não parece que tenham existido durante o longo tempo sugerido pelas interpretações geológicas correntes. Outra evidência de ação rápida pode ser notada na falta de evidência de longos períodos de tempo necessários para erosão, formação de solo e crescimento de plantas em muitas localidades nas camadas geológicas onde partes estão faltando. Nestes locais as camadas inferiores deviam dar evidência do longo tempo implicado pelas camadas ausentes. A falta de tal evidência sugere que os longos períodos geológicos nunca ocorreram.

E às vezes difícil provar cientificamente evidências do passado porque as condições de então poderiam ser bem diferentes das condições atuais. O dilúvio universal descrito em Génesis alteraria muitas interpretações. Nosso preconceito filosófico pode facilmente afetar a interpretação dos dados. Ademais, teorias científicas mudam frequentemente, e o que é considerado um axioma hoje, pode ser heresia amanhã. A ciência costumava ensinar que as montanhas foram formadas pela contração da terra ao esfriar. Hoje a opinião predominante é que elas foram formadas pelo movimento de grandes placas sobre a superfície do planeta.

Precaução é legítima na interpretação de dados científicos. O modelo científico de uma origem evolucionária da vida está em séria dificuldade científica. Há muitas razões para crer na veracidade da Bíblia.

ArielRoth, Ph.D., Geoscience Research Institute, Loma

Linda, Califórnia, E. U. A.