Fósseis: Sua origem e significado

Uma das evidências mais significativas que os evolucionistas oferecem em apoio à sua teoria das origens é derivada da paleontologia.1 Os paleontólogos estudam fósseis de animais e plantas remanescentes ou traços de organismos que existiram no passado, tais como um esqueleto, uma pegada ou a impressão deixada por uma folha. Como ciência, a paleontologia está ligada tanto à geologia, porque estuda os fósseis enterrados nas camadas e nas rochas da crosta terrestre, como à biologia, visto que examina formas antigas de vida fossilizadas.2 Embora os achados de fósseis sejam freqüentemente usados para apoiar a teoria da evolução, mostraremos que eles clamam em apoio ao relato bíblico de um dilúvio universal. Nossos exemplos são extraídos principalmente de achados fósseis na América do Sul, uma área do mundo na qual realizei considerável volume de pesquisas.

O estudo de fósseis é uma ciência antiga. Os egípcios e os gregos identificaram fósseis de animais marinhos. Leonardo da Vinci definiu fósseis como restos de organismos do passado, e Alessandro, seu compatriota, explicou sua presença nas montanhas como causada pela emersão de sedimentos do leito marinho.3 Durante o século 16, Gesner publicou um catálogo da primeira coleção européia de fósseis. Descobertas de fósseis e explicações quanto a sua origem seguiram-se uma após a outra, a partir do século 17.4

Etimologicamente, fóssil significa algo extraído da terra. O termo é também aplicado a toda evidência de vida de um passado remoto.5 Um organismo se transforma em fóssil somente sob certas circunstâncias:

  1. Um organismo precisa sofrer sepultamento repentino e assim ficar isolado escapando da extinção por fatores mecânicos, químicos e biológicos em seu ambiente. Todos os fósseis são assim uma evidência desse tipo de enterramento.6
  2. O organismo precisa ser preservado por sais minerais, geralmente cálcio ou sílica, dissolvidos no sedimento em que se acha sepultado.7
  3. Essa mineralização é produzida pela pressão do sedimento, que faz com que os sais penetrem no organismo.

Em certos casos, o organismo pode ser completamente preservado por congelamento, por oclusão em resina (âmbar), ou por inumação num poço de asfalto ou numa turfeira.8

Originalmente, a paleontologia convergia sua atenção para os organismos fossilizados completos ou parciais. Recentemente, contudo, o interesse das investigações dos paleontólogos ampliou-se para incluir várias manifestações de organismos antigos, tais como seus moldes interiores ou exteriores, tocas, coprólitos ou excrementos fósseis, pegadas e pistas, bem como outras evidências não só da presença, mas também da ação direta, de um organismo. Exemplo disso são as marcas petrificadas deixadas na lama por restos de plantas arrastadas pela água.9 Alguns autores incluem, nessa categoria, marcas de ondulações e traços de gotas de chuva.

Precaução necessária

É preciso que se destaque um risco persistente no estudo de fósseis. Nos casos em que somente partes do organismo são achadas, ou o organismo foi alterado pelo processo de fossilização, os cientistas acham necessário reconstruí-lo a fim de interpretar o fóssil, comparando-o a organismos do presente ou a fósseis semelhantes. Tal tarefa está sujeita às pressuposições e à imaginação de quem faz a reconstrução e portanto não pode ser totalmente objetiva ou digna de confiança.10

O mesmo se aplica à classificação dos fósseis. Muitos autores reconhecem que seus sistemas de classificação, além de artificiais, pressupõem a adoção de uma cosmovisão pessoal.11 Por causa desse elemento subjetivo na interpretação ou reconstrução e as incompletas informações disponíveis, podemos esperar erros nas conclusões dos pesquisadores. Além disso, têm havido casos nos quais o investigador capitulou diante de seu “paradigma”, falsificando os fatos, especialmente no campo da paleoantropologia (o estudo de fósseis humanos).12

Estratigrafia e fósseis

Durante o século 18, W. Smith propôs a caracterização das formações geológicas pelos fósseis nelas encontrados. Esse princípio é aplicado na paleontologia e na geologia.13 Muito embora uma sucessão ininterrupta de fósseis e rochas não seja encontrada em parte alguma do globo, os cientistas criaram uma coluna geológica ideal correlacionando fósseis e sedimentos de diferentes lugares, mormente da Europa.14 Para caracterizar cada período na coluna geológica, foram usados “fósseis-padrão” — fósseis típicos achados naquele sedimento. Uma característica notável da coluna geológica é o surgimento e desaparecimento súbitos de alguns desses fósseis típicos, sem evidência de seus ancestrais diretos ou de seus descendentes.15

A coluna estratigráfica pode ser interpretada com base em duas teorias ou modelos: uniformismo (ou atualismo) e catastrofismo (ou diluvialismo), para as quais voltaremos agora a nossa atenção.

O uniformismo como modelo

Diversos filósofos gregos sustentavam a teoria de que os fenômenos naturais correntes ajudavam a explicar acontecimentos do passado. Em 1788, J. Hutton adotou essa idéia ao desenvolver sua teoria da história da Terra, afirmando jamais ter observado “qualquer vestígio de um começo, nem qualquer previsão de um fim”.16 Essa teoria, aplicada à geologia e à paleontologia, é conhecida como uniformismo ou atualismo. Ela propõe que todos os fenômenos podem ser explicados como resultado de forças que têm operado uniformemente desde a origem da vida até o tempo presente. Avaliemos esse modelo à luz da evidência paleontológica.

Os cientistas que aderem ao uniformismo ignoram a presença e representantes da maioria dos filos no período cambriano — o primeiro período da era paleozóica — e chamam seu aparecimento súbito “a explosão de vida.”17 É por isso que a taxionomia atual, que facilita a classificação dos fósseis baseada em evidências de pequenas mudanças na natureza, é aplicada pelos paleontólogos. Alguns autores propõem as séries filéticas (história ancestral) de um animal como o cavalo, por exemplo. Mas é difícil de baseá-la no registro fóssil. Sempre há “elos perdidos”, segundo S. J. Gould.18

Gerald Kerkut chama a atenção para o fato de que a seimouria, um suposto elo entre anfíbios e répteis, foi infelizmente descoberto... 20 milhões de anos depois de seu aparecimento.19 Segundo certos paleontólogos, as lacunas são notórias.20 Assim o arqueoptérix, antes considerado um elo, é agora reconhecido como um pássaro.21

Uma vez que a paleontologia não provê evidência da evolução gradual dos organismos proposta por Darwin, alguns paleontólogos têm adotado a teoria engenhosa de S. J. Gould chamada de “a evolução aos saltos” ou “equilíbrio pontuado”, cujos postulados propõem que a evolução ocorreu em inexplicáveis mas progressivos “saltos”. Outros ainda tentam demonstrar o efeito progressivo de pequenas variações acumuladas.22

A interpretação padronizada do registro fóssil confronta quatro desafios:

  1. A constância de algumas formas de vida através das eras geológicas, chamadas homeóstases. Há plantas e animais que não mudaram desde o cambriano ou períodos anteriores, como o gambá, por exemplo, que permaneceu sem variação desde o cretáceo até hoje. Entre as plantas estão as cicadáceas (semelhantes às palmas), que têm permanecido invariáveis desde o carbonífero.23
  2. A diminuição em tamanho ou a perda de complexidade em diversos organismos, o que revela involução ou regressão evolucionária em vez de aumento de tamanho e complexidade. Nalguns casos, quando uma parte atrofiada permanece, é designada “órgão ou membro vestigial”. Esse é o caso do cavalo, como evidenciado pelos restos de seus ancestrais.24 Podemos também mencionar o pássaro Argentavis magnificens, de La Pampa, Argentina, e o pingüim na Antártica, como exemplos de redução de tamanho animal, em relação a seus ancestrais pré-históricos. O megatério (preguiça gigante), o gliptodonte (tatu gigante), e o Carcarodon megalodon (tubarão gigante), o terror dos mares terciários, são outros exemplos de redução em tamanho.25 Os registros fósseis de muitos invertebrados revelam uma “diminuição evolucionária em diversidade”, a qual “só pode ser justificada por um declínio evolucionário”. Esse é o caso de cefalópodes, crinóides e braquiópodes.26
  3. Plantas ou animais que se pensava estarem extintos há milhões de anos foram descobertos vivos ainda hoje. Alguns autores os designam como “fósseis vivos”, por exemplo, o peixe celacanto e a árvore ginkgo biloba.27
  4. Finalmente, há fósseis que contradizem a teoria comumente aceita. Em vez de ancestrais de vertebrados com esqueletos cartilaginosos, apresentam o oposto, como no caso dos ostracodermas.28

O catastrofismo como modelo

O conceito de uma catástrofe universal, como o dilúvio descrito na Bíblia, está presente em muitas tradições de cada continente.29 Serão essas tradições mera coincidência? Ou apontam para um cataclismo real, vividamente lembrado através de muitas gerações? Alguns autores, como Derek Ager, afirmam que os sedimentos da Terra foram depositados na e pela água, através de uma catástrofe. Esses autores sugerem ainda eventos catastróficos como a causa do aparecimento e desaparecimento de organismos no registro dos fósseis, embora a maioria deles não aceite a idéia de uma catástrofe global.30

No fim do século 16, T. Burnet publicou um livro sobre a origem do mundo e sua destruição por um dilúvio, merecendo a apreciação de Isaque Newton. Grandes naturalistas do século 19, tais como Cuvier e D’Orgigny, também defenderam a teoria do dilúvio. Tentando ajustar o registro bíblico ao conhecimento científico de seu tempo, eles apresentaram interpretações que desacreditaram a Bíblia no mundo científico.31

Muito das evidências do registro de fósseis, os quais só são possíveis se houver um enterramento rápido, pode ser explicado pela “teoria de zoneamento ecológico” de H. W. Clark. Essa teoria supõe o sepultamento dos organismos em seus habitats respectivos enquanto as águas varriam a Terra, produzindo assim a sucessão de fósseis.32

A geologia convencional afirma que como resultado do movimento bascular dos continentes, que os ergueu e baixou, os mares cobriram a maior parte da América do Sul.33 Achamos que essas invasões bem poderiam ter sido parte do acontecimento catastrófico conhecido como o dilúvio bíblico. Isso explicaria a presença de amonites (invertebrados marinhos) em altitudes de milhares de metros no meio da cordilheira dos Andes, subindo através de Cajón del Malpo, próximo a Santiago do Chile, ou do outro lado dos Andes, em Neuquén, Argentina.

Muitos fósseis fornecem evidência de que não viveram no lugar onde foram descobertos.34 A orientação dos troncos de árvores e a ausência de raízes em florestas petrificadas da Patagônia, no sul da Argentina, revelam que um transporte precedeu o sepultamento. O agente mais provável dessa transportação foi a água, conforme demonstrado pelo estudo de Harold Coffin acerca da catástrofe do Monte St. Helens, nos Estados Unidos.35

O mesmo pode ser aplicado à ecologia de animais e plantas dentro do mesmo período geológico. Fósseis de animais e de plantas que deviam ter servido como seu alimento, freqüentemente não aparecem juntos como era de se esperar. Isso pode ser visto não somente na América do Norte, mas também na América do Sul, como no caso dos dinossauros na Patagônia.

A melhor explicação para os grandes depósitos de carvão e de petróleo é os acontecimentos catastróficos que produziram o acúmulo e posterior enterro de imensas quantidades de plantas e animais.36

Em La Portada, a 15 quilômetros ao norte de Antofagasta, Chile, há um enorme depósito de fósseis de conchas marinhas. Trata-se de “banco de conchas”, com uma espessura média de 50m e extensão de muitos quilômetros. Sua causa mais provável é a ação da água seguida de enterramento rápido. Mas isso acontece em nossos dias? Alguns pesquisadores afirmam que “conchas não podem acumular-se permanentemente no leito do mar”, e acrescentam: “A pergunta freqüentemente levantada acerca de como tão pouco se acha preservado... devia ser substituída por: Por que algo foi preservado, afinal?”.37

A angustiosa posição no momento de sua morte violenta, revelada por muitos animais fossilizados tais como os peixes da formação de Santana, no Brasil, oferece evidência inegável de catastrofismo. Outra evidência é a excelente preservação de pequenos peixes e insetos da mesma formação no Estado do Ceará, Brasil, com todos os detalhes de sua delicada estrutura.38

Fósseis tridimensionais de animais (que são muito raros) dão evidência de um sepultamento ainda em vida, ou de um enterramento imediatamente após a morte. O estudo de alguns peixes da formação de Santana revelou a presença de parasitas (copépodes) em suas barbatanas. A investigação mostrou que a petrificação de alguns espécimens deve ter começado enquanto o animal estava vivo.39 O mesmo fenômeno é visto em fósseis de trilobitas encontrados em Jujuy, Argentina, e entre La Paz e Oruro, no Altiplano Boliviano. Em Quebrada de Humahuaca, em Jujuy, e no monte Tunari, em Vinto, Cochabamba, Bolívia, a preservação de “cruzianas” (traços de trilobite) é ainda mais notável.

Outra evidência do súbito sepultamento de organismos vivos é a de ostras fechadas e petrificadas achadas ao longo de pequenos rios, perto de Libertador San Martin, em Entre Rios, Argentina, e em muitos lugares da Patagônia.40

Esqueletos delicados e articulados de mesossauros podem ser achados em rocha calcária, no Estado de São Paulo, Brasil. Segundo a geologia uniformista, cada camada de sedimentos exigiu um ano para ser depositada, mas o diâmetro de muitos desses pequenos ossos de dinossauros excede a espessura de uma camada. Se o modelo uniformista for aceito, é imperioso também admitir o fato de que os ossos frágeis do mesossauro foram expostos a agentes destrutivos por um ano, sem serem desarticulados ou degradados antes que o sedimento seguinte fosse depositado — um cenário irreal.

Kurtén salienta: “Muitos esqueletos completos desses dinossauros [Hadrossauros] foram achados na posição de nado e com as cabeças puxadas para trás, como se estivessem agonizando.”41 Isso, novamente, fornece apoio para o modelo catastrófico.

Conclusão

Que história os fósseis, incluindo os achados na América do Sul, nos contam? Eles falam de um enterro catastrófico por água em muitas áreas do mundo, contradizendo assim o modelo uniformista. Um número crescente de geólogos modernos concorda com essa opinião, embora não admitam a teoria de um dilúvio universal. Nós, que nos apoiamos na história bíblica de um dilúvio universal, achamos no registro de fósseis abundante evidência de que a superfície da Terra experimentou as convulsões de uma destruição catastrófica.

Carlos F. Steger é diretor da filial do Geoscience Research Institute, com sede em Loma Linda, Califórnia. Seu endereço: Instituto de Geociência, Universidad Adventista del Plata; 3103 Libertador San Martin, Entre Rios; Argentina.

Notas e referências

  1. Gerald A. Kerkut, Implications of Evolution (Oxford: Pergamon Press, 1973), pág. 134.
  2. Horacio Camacho, Invertebrados fósiles (Buenos Aires: Eudeba, 1966), pág. 1.
  3. André Cailleux, Historia de la Geología, segunda edição (Buenos Aires: Eudeba, 1972), págs. 14, 22 e 37.
  4. Idem, pág. 12.
  5. Camacho, pág. 12.
  6. A. Brouwer, General Palaeontology (Chicago: The University of Chicago Press, 1968), pág. 15; Camacho, pág. 28.
  7. Björn Kurtén, Introducción a la Paleontología: El mundo de los dinosaurios (Madrid: Ediciones Guadarrama, 1968), pág. 11; Paolo Arduini e Giorio Teruzzi, Guía de fósiles (Barcelona: Ediciones Grijalbo, 1987), pág. 12.
  8. Cyril Walker e David Ward, Fósiles (Barcelona: Ediciones Omega, 1993), pág. 12; Kurtén, pág. 13.
  9. Kurtén, pág. 14; Arduini, pág. 10.
  10. George Gaylord Simpson, El sentido de la evolución (Buenos Aires: Eudeba, 1978), págs. 48, 49; Kurtén, pág. 12.
  11. Derek V. Ager, The Nature of the Stratigraphical Record (Chichester, England: John Wiley & Sons, 1993), pág. 30; Walker e Ward, pág. 8; David M. Raup e Steven M. Stanley, Principios de Paleontología (Barcelona: Editorial Ariel, 1978), págs. 124 e 143.
  12. Eric Trinkaus e William W. Howells, Neandertales, em Investigación y Ciencia, n° 41, págs. 60-72; edição castelhana da Scientific American (fevereiro de 1980), pág. 62; Kurtén, pág. 18.
  13. Camacho, pág. 3; Kurtén, pág. 20.
  14. Francis Hitching, The Neck of the Giraffe: Where Darwin Went Wrong (New York: Ticknor & Fields, 1982), pág. 16; Cristian S. Petersen e Armando F. Leanza, Elementos de geología aplicada (Buenos Aires: Librería y Editorial Nigar, 1979), pág. 305.
  15. Arduini, pág. 19; Petersen, págs. 303 e 304.
  16. Stephen Jay Gould, La flecha del tiempo (Madrid: Alianza Editorial, 1992), págs. 82 e 139; Cailleux, págs. 19 e 79.
  17. Simon Conway Morris e H. B. Whittington, Los animales de Burgess Shale em Investigación y Ciencía, n° 36 (setembro de 1979), págs. 88-99; Simpson, págs. 15, 16, 21 e 22; Raup, pág. 16.
  18. Ver Simpson, págs. 40, 45-49; Raup, pág. 124; Camacho, pág. 58.
  19. Kerkut, pág. 135.
  20. Hitching, pág. 19.
  21. Kurtén, pág. 140.
  22. Michael Shermer, 25 Creationists Arguments and 25 Evolutionists Answers,” Skeptic, 2:2, págs 1-7; Hitching, pág. 17.
  23. Simpson, págs. 113-115; Arduini, pág. 26.
  24. Kurtén, págs. 71 e 72; Arduini, pág. 26.
  25. Leonard Brand, “Fósiles Gigantes del Mundo Antiguo”, Ciencia de los Orígenes 33 (setembro a dezembro de 1992), págs. 1-3; Kurtén, pág. 72.
  26. Raup, pág. 2l; Simpson, pág. 24.
  27. Kurtén, pág. 67.
  28. Kerkut, pág. 136; Kurtén, pág. 60.
  29. Cailleux, págs. 12 e 26.
  30. Ager, págs. 27, 33, 60 e 65, ff.
  31. J. Fuset-Tubiá, Manual de Zoología (México, D.F.: Edit. Nacional, 1949), pág. 198; Cailleux, pág. 75; Gould, pág. 147.
  32. Ariel A. Roth, Origins: Linking Science and Scripture (Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publ. Assn., 1998), págs. 170-175.
  33. Anselmo Windhausen, Geología Argentina, (Buenos Aires; S. A. Jacobo Peuser, 1931), parte 2, págs. 417 e 546.
  34. Kurtén, págs. 15 e 16; Camacho, pág. 28.
  35. Harold Coffin, “Mount St. Helens and Spirit Lake”, Origins, 10:1 (1983) págs. 9-17); Ariel Roth, “Ecosistemas incompletos”, Ciencia de los Orígenes, setembro a dezembro de 1995, págs. 11-13.
  36. Arduini, pág. 12; Kurtén, pág. 71.
  37. Eric Powell, George Staff, David Davies e Russel Callender, “Rates of Shell Dissolution versus Net Sediment Accumulation: Can Shell Beds Form by Gradual Accumulation of Hardparts on the Sea Floor?” Abstracts With Programs, 20:7 (1998); Reunião Anual, Geological Society of America, 1988.
  38. Harold Coffin, “La Asombrosa Formación Santana”, Ciencia de los Orígenes, maio a agosto, 1991, págs. 1, 2 e 8.
  39. Idem, pág. 2.
  40. Joaquín Frenguelli, Contribución al conocimiento de la geología de Entre Ríos (Buenos Aires: Imprenta y Casa Editora Coni, 1920), pág. 43.
  41. Kurtén, pág. 115.