Os críticos pós-modernos da Bíblia e a arqueologia atual

Desde o surgimento da pesquisa arqueológica no antigo Oriente Médio, em 1799,1 nenhuma outra disciplina tem proporcionado mais informações e novas percepções sobre pessoas, lugares e eventos da Bíblia. O escopo da arqueologia é muito vasto e busca compreender antigas culturas e estilos de vida, por meio do estudo de antigos materiais remanescentes, produzindo impacto em nosso conhecimento das origens e, principalmente, do que nos tornamos hoje. A ponte entre o que éramos e o que nos tornamos continua a fascinar pensadores ao redor do mundo com importantes questões: Quem sou eu? De onde vim? Por que estou aqui? Hoje, após o fim do modernismo, o pós-modernismo se tornou a base principal da formação de novos conceitos.2 Embora, por sua própria premissa filosófica, o pós-modernismo desafie as definições, Os Guiness o resume da seguinte forma: “Se o modernismo era um manifesto de auto-confiança e auto-congratulação humana, o pós-modernismo é uma confissão de modéstia, senão de desespero. Não existe verdade; apenas verdades. Não existe razão principal; apenas razões. Não existe civilização privilegiada (ou cultura, crença, norma e estilo); apenas uma multiplicidade de culturas, crenças, normas e estilos. Não existe justiça universal; apenas interesses e competição dos grupos interessados.”3

No fim, escreve o teólogo oxfordiano Alister McGrath, “essa desilusão com o modernismo do Iluminismo” tem conduzido a uma filosofia onde “a verdade é que não há verdade”.4 Essa premissa básica tem levado a uma reinterpretação radical da Bíblia, resultando num novo nível de crítica da história bíblica.

Niels-Peter Lemche, da Universidade de Copenhagen, escreve que genuínas “lembranças da história primitiva de Israel não são encontradas na narrativa histórica do Antigo Testamento”, portanto, “não podemos recuperar a história bíblica do Israel primitivo”.5 Noutra série de artigos recentemente publicada intitulada Can A “History of Israel” Be Written?, Hans M. Barstad conclui: “Se nossa única preocupação fosse a verdade histórica (verificável), a história de Israel deveria não apenas ser bastante breve (escrita em não mais que dez páginas), mas também demasiadamente enfadonha.”6

Alguém poderia alegar que essa discussão está restrita aos círculos acadêmicos, e pensar que ela não exerce nenhuma influência direta no pensamento popular. Essas reinterpretações, porém, têm recebido muito destaque na imprensa popular. Foi publicado um artigo do U.S. News and World Report com o título “A Luta pela História”.7 De acordo com um livro popular disponível em muitas livrarias, The Bible Unearthed, de Israel Finkelstein e Neil Asher Siberman, a nova visão do antigo Israel nos diz que “a saga histórica contida na Bíblia, desde o encontro de Abraão com Deus até o surgimento e queda dos reinos de Israel e Judá, não foi uma revelação miraculosa, mas um genial produto da imaginação humana”.8 Muitos que lêem esses relatos se deparam com importantes questões que atingem a própria essência dos assuntos relacionados à confiabilidade da Bíblia.9 Ou, como pergunta o título de um recente best seller, Is The Bible True?10 Para o pós-modernista essas questões estão se tornando cada vez mais relevantes e, para o cristianismo, elas são essenciais em suas reivindicações por viabilidade num mundo em rápida mudança.

William G. Dever, um dos mais destacados especialistas americanos em arqueologia do Oriente Médio, discute esses ataques num livro recente por título What Did the Biblical Writers Know and When Did They Know It? “A ironia é que o ataque mais mortal à Bíblia e sua veracidade, tanto em seu significado histórico quanto teológico em anos recentes, tem vindo não de seus inimigos tradicionais - ateus, incrédulos, ou mesmo os comunistas agnósticos, temidos até há pouco pelos crentes na Bíblia - mas de bem-intencionados amigos da Bíblia.”11

A arqueologia é uma das principais disciplinas que nos permite defender-nos contra o revisionismo pós-moderno, enquanto centenas de arqueólogos trabalham cada ano para desenterrar o passado. Recentes descobertas realizadas nos últimos 15 anos têm dado respostas convincentes, apoiadas por evidências factuais contra as críticas pós-modernas. Neste breve estudo, examinaremos algumas dessas áreas.

Pessoas: Davi e Golias

A história de Davi e Golias tem estimulado a imaginação de muitos estudantes da Bíblia através dos séculos. É a narrativa da fé de um pequeno e desprotegido garoto, contra um valente e bem armado filisteu. É a história do exército israelita encolhendo-se de medo no vale de Elá, enquanto os filisteus zombam deles e do seu Deus. Cinco pedras contra escudos de ferro, capacetes e espadas. Mas, qual é a história por trás da história? Golias e Davi realmente existiram?

Em 1992, Philip Davies, professor de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, apelou à arqueologia para afirmar: “O ‘império’ bíblico de Davi e Salomão não encontra um eco sequer no registro arqueológico, pelo menos não ainda.”12 Então ele concluiu que Davi e Salomão não eram mais históricos do que o rei Artur e a Távola Redonda. Seu argumento, porém, é baseado no silêncio. Na visão de Davies e outros eruditos pós-modernos, os personagens e as histórias da Bíblia precisam ter uma contrapartida histórica (arqueológica). “A menos que isso ocorra, não há nenhuma base autêntica para se dizer que ‘Israel’ tenha qualquer coisa que ver com a história.”13 A Bíblia é culpada até que prove sua inocência.14 Porém, argumentos embasados no silêncio são perigosos em qualquer disciplina. Na arqueologia, que tem atualmente centenas de arqueólogos trabalhando no Oriente Médio, tais argumentos podem ser devastadores.

Em 1993, arqueólogos que trabalhavam em Tel Dan, ao norte de Israel, descobriram algo muito interessante. Do lado de fora dos portões da cidade, foi encontrada uma pedra de basalto que havia sido reutilizada numa parede. Ao ser virada, verificou-se que continha uma inscrição. Mais tarde, o responsável pela escavação e um lingüista publicaram um texto que mencionava a vitória do rei arameu Ben-Hadade, o qual se orgulhava de haver derrotado a “casa de Davi” e a “casa de Israel”. Com base no estilo da escrita, a inscrição é datada de 850 a.C., e seu significado procede da menção, pela primeira vez, do nome Davi, que é usado em conexão com a “casa de Davi,” como era conhecida nos tempos bíblicos a dinastia de Judá (I Reis 12:26; 14:8; II Reis 17:21). O ponto é que não há nenhuma razão para designar uma dinastia em conexão com alguém que não existiu.

No último verão ocorreu uma descoberta arqueológica muito interessante, que lança luz adicional sobre a história de Davi e Golias. De acordo com a Bíblia, Golias era de Gate (I Samuel 17:4), uma das cinco cidades filistéias. Escavações realizadas em Gate (Tel es-Safi) por Aren Maier, da Universidade Bar-Ilan, e em Tel-Aviv, trouxeram à luz um fragmento de cerâmica com uma inscrição. Em sua apresentação na American Schools of Oriental Research, Filadélfia, em novembro de 2005,15 o Dr. Maier afirmou que a inscrição (em caracteres semíticos) reflete um estilo de escrita proto-cananita. As letras grafadas sem vogais são: ALWT e WLT. Contudo, embora a escrita seja semítica, a língua é indo-européia. Os nomes, portanto, poderiam ser construídos como Wylattes ou Alyattes. Aos ouvidos de um israelita, as palavras podem ter soado como Wylattes/WLT/Goliath. Que os nomes tenham sido escritos em indo-europeu com caracteres semíticos é muito significativo. O indo-europeu aponta para uma origem egéia (grega), do mesmo lugar de onde, segundo a Bíblia, vieram os filisteus (Gênesis 10:14; Jeremias 47:4; Amós 9:7). As letras semíticas indicam uma adaptação da língua escrita ao ambiente cananita, onde os filisteus se radicaram.

Onde essa inscrição foi encontrada? Ao desenterrar antigas cidades, camada por camada, os arqueólogos podem datar os artefatos encontrados em cada estrato. Essa inscrição foi encontrada sob as ruínas de uma grande cidade, que os arqueólogos relacionaram com a campanha militar de Hazael, da Síria (II Reis 12:17). A inscrição, portanto, foi localizada num contexto estatigráfico e pode ser datada do século nono ao décimo antes de Cristo, ao redor de 950, e não mais de 880 a.C. O contexto é importante, porque ele estabelece que o nome Golias era conhecido na cidade filistéia de Gate, cerca de 70 anos após o episódio entre Davi e Golias, e registrado em I Samuel 17. O Dr. Maier conclui que conquanto a inscrição provavelmente não se refira ao personagem bíblico Golias, ela sem dúvida aponta para “um Golias ou talvez dois indivíduos chamados Golias”. Isso significa que esses nomes eram usados em Gate, alguns anos após a Bíblia relatar o conflito entre Davi e Golias.

Lugares/Cidades: Hazor, Gezer e a Monarquia unida

De acordo com I Reis 9:15-16, Salomão fortificou as cidades de Hazor, Megido, Gezer e Jerusalém. Qual é a evidência arqueológica dessas fortificações? Na década de 1950, ao trabalharem em Hazor, arqueólogos descobriram um portão monumental que datava do tempo de Salomão. Yigael Yadin, da Universidade Hebraica e responsável pelas escavações, predisse que portões similares seriam encontrados nas ruínas das outras cidades mencionadas no texto bíblico. Sua hipótese se mostrou correta. No final da década de 1960, escavações em Gezer revelaram um portão com a mesma arquitetura e também datado pelos arqueólogos como sendo do século décimo, o tempo de Salomão. Textos encontrados nos dois lugares confirmam a identificação com Hazor e Gezer. Eruditos pós-modernos, porém, começaram a questionar qualquer relação com as atividades de Salomão, afirmando que o portão seria de uma data bem posterior.16

Em 1990, tive o privilégio de participar de uma nova escavação em Gezer. Durante a temporada, trabalhando com o Prof. William G. Dever, da Universidade do Arizona, encontramos a evidência necessária para situar o portão no século décimo.17 Recentemente, nos últimos três verões (2004-2006), a Universidade Adventista Southern tem estado envolvida em novas escavações em Hazor, o maior de todos sítios arqueológicos dos tempos do Antigo Testamento em Israel.18 Esses dois sítios têm produzido muitas e impressionantes evidências do período salomônico. Os portões de ambas as cidades e suas áreas adjacentes produziram muitas cerâmicas lisas e polidas do décimo século. A arquitetura desses portões consistia em pedras de cantaria cuidadosamente entalhadas, que evocam a descrição do relato bíblico dos habilidosos trabalhadores fenícios contratados por Salomão para completar o trabalho. Hoje os arqueólogos continuam a desenterrar evidências que confirmam as descrições bíblicas do décimo século.

Organizações políticas/culturas: Canaã e Filistia

Niels-Peter Lemche tem declarado com certa petulância, que Canaã e os canaanitas não eram muito bem definidos no segundo milênio a.C. Em seu livro The Canaanites and Their Land, ele escreve: “Evidentemente os habitantes do suposto território canaanita da Ásia ocidental não faziam uma clara idéia do real tamanho de Canaã; tampouco sabiam com exatidão onde Canaã estava situada.”19 Em essência, “os canaanitas do antigo Oriente Médio nem sabiam que eles mesmos eram canaanitas”.20 As conclusões de Lemche têm sido questionadas,21 mas ele mantém sua interpretação das fontes históricas, chamadas por ele de “imprecisas” e “ambíguas”.

Essa história revisionista de Canaã e dos canaanitas simplesmente não encontra apoio na evidência arqueológica disponível. O termo Canaã apareceu pela primeira vez em antigos textos do Oriente Médio, e é a partir dessa evidência que a maioria dos eruditos tem definido a região. Textos da antiga cidade de Ebla, localizada na Síria (cerca de 2.400 a.C.), mencionam Canaã pela primeira vez numa citação que deve ser entendida como em referência a uma terra ou região. Arquivos de antigos textos cuneiformes de Alalakh e Mari também indicam que o povo dessa região era conhecido como cananita, e são feitas claras distinções entre esses e outros grupos. As cartas de Amarna encontradas no Egito fornecem a melhor documentação da organização política de Canaã em torno de 1.400 a.C. Aqui, frases como “toda a Canaã,” “as cidades de Canaã,” “as terras de Canaã” e “a terra de Canaã” expressam uma entidade geográfica e territorial com limites definidos, que constituem a província egípcia na Ásia ocidental.22

Os egípcios se referem 15 vezes a Canaã e aos canaanitas em registros de campanhas militares na região. Nessas descrições, os habitantes são não apenas representados como também retratados nos relevos de paredes de templos egípcios. Esses relevos indicam consistentemente que Canaã era um território repleto de cidades e habitantes, que se estendia de Gaza, ao sul, até a região austral do moderno Líbano.23 Certamente que a partir desses textos descobertos pelos arqueólogos, há muita coisa que lança luz sobre esse antigo território mencionado na Escritura.

A Bíblia descreve os filisteus como um grupo originário de Caftor ou Creta (Gênesis 10:14; Jeremias 47:4; Amós 9:7). Em 1992, Thomas L. Thompson escreveu que a idéia, de “que os ‘filisteus’ devem ser compreendidos como representando uma população estrangeira intrusa na Palestina, tem de certamente ser negada.”24 Ele declarou que as evidências arqueológicas eram “superficiais” e afirmou que a “cerâmica filistéia” simplesmente não reflete o povo filisteu. Nem há qualquer justificativa para ver esses oleiros propriamente ditos como imigrantes ou como descendentes de imigrantes... Em vez disso, a cerâmica reflete uma síntese de tradições cerâmicas de mais de um grupo populacional.”25 Infelizmente, não há qualquer desenvolvimento dessa hipótese com respeito à cerâmica ou outra cultura material, deixando o arqueólogo sem saber ao certo o que Thompson quis dizer. O fato é que a arqueologia tem vividamente lançado muita luz sobre os filisteus bíblicos nos últimos 20 anos.

Com base em textos e cerâmicas egípcios (pintadas com os mesmos motivos dos micenianos e outros povos da região do mar Egeu), os filisteus têm sido tradicionalmente vistos não como um grupo nativo, mas vindos do mundo egeu como invasores conquistadores ou grupo migratório. Os relevos egípcios de Ramsés III em Medinet Habu retratam esses “povos do mar” chegando em navios e utilizando carros puxados por animais. O Papiro Harris I diz que os egípcios costumavam dizer que “os filisteus eram feitos de cinzas,” como referência à derrota militar deles diante do Egito.26

O registro arqueológico pode ser citado em apoio dessa reconstrução. A devastação de muitos lugares no sul da Palestina, durante a transição dos períodos do Bronze Antigo e da Primeira Idade do Ferro, tem sido atribuída a esses desesperados grupos de “povos marítimos” do mundo egeu (grego). A produção cerâmica em cidades filistéias tais como Asquelon, Asdode, Tel Miqne-Ecron e Tel Qasile, após essas destruições, revela uma notável influência egéia,27 e a Análise por Ativação Neutrônica confirmou que essa cerâmica fora feita no local, em vez de importada. Novos tipos de arquitetura indicando a influência egéia incluem : (1) quartos com uma espécie de lareira em Ecron e Qasile, semelhantes aos de Pylos, em Micenas, e Tiryns, na Grécia, e (2) aspectos de um edifício megarense egeu em Ecron. Além disso, influências cultistas são atribuídas à imagem de “Asdode,” as quais se assemelham às encontradas em Micenas. Escavações nesses e noutros lugares indicam que a cultura filistéia era sofisticada e avançada, em comparação com seus contemporâneos israelitas.28 Não é de admirar que Sansão fosse tentado a descer até os filisteus (Juízes 14:1).

Conclusão

A arqueologia representa uma das poucas disciplinas que tratam exclusivamente da realia - artefatos, edifícios, cidades e terras - fatos tangíveis e tridimensionais que, embora cobertos pelas areias do tempo, dão testemunho de pessoas, lugares e eventos do passado. À medida que esses monumentos continuam a ser desenterrados ano após ano, o mundo bíblico emerge com muito mais força, permitindo-nos ver mais detalhadamente sua riqueza e diversidade.

Há necessidade cada vez maior de cuidadosa pesquisa arqueológica no Oriente Médio. Eruditos e historiadores bíblicos que agora enfrentam os desafios do pós-modernismo estão se voltando mais e mais para a arqueologia como fonte principal de informações acerca da história bíblica. Embora a disciplina ainda esteja em sua infância, a arqueologia está começando a preencher os detalhes da grande história bíblica desde seus primórdios. Nessa busca, as reivindicações revisionistas da erudição pós-moderna continuam a ser desafiadas pelos registros das pedras do Oriente Médio.

Michael G. Hasel (Ph.D. pela Universidade do Arizona) leciona Estudos sobre o Oriente Médio e Arqueologia na Universidade Adventista Southern, onde é também diretor do Instituto de Arqueologia e curador do Lynn H. Wood Archaeological Museum. Em 2005, ele recebeu o prêmio Senior Fulbright Scholar no Cyprus American Archaeological Research Institute, em Nicósia, Chipre. Seu email: mhasel@southern.edu

REFERÊNCIAS

  1. Acerca do surgimento da arqueologia no Egito, relacionada com a descoberta da Pedra de Roseta durante a campanha de Napoleão, veja Neil Asher Silberman, Digging for God and Country: Exploration in the Holy Land, 1799-1917 (Nova Iorque: Doubleday, 1982), p. 13; William H. Stiebing, Jr., Uncovering the Past: A History of Archaeology (Nova Iorque: Oxford University Press, 1993), p. 57.
  2. 2. Para críticas ao pós-modernismo, veja Allen Bloom, The Closing of the American Mind (Nova Iorque: Touchstone, 1987); Keith Windschuttle, The Killing of History: How Literary Critics and Social Theorists are Murdering Our Past (Nova Iorque: Free Press, 1997); Terry Eagleton, The Illusions of Postmodernism (Oxford: Blackwell, 1997).

    3. Os Guiness, Fit Bodies, Fat Minds (Londres: Hodder & Stoughton, 1994), p. 104.

    4. Alister McGrath, A Passion for Truth: The Intellectual Coherence of Evangelicalism (Downers Grove, Illinois: InterVarsity, 1996), p. 188.

    5. Niels-Peter Lemche, “Early Israel Revisited,” Currents in Research 4a (1996), pp. 27, 28.

    6. Hans M. Barstad, “History and the Hebrew Bible,” em Can a “History of Israel” Be Written?, editado por Lester L. Grabbe, JSOT Sup 245 (Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997), p. 64.

    7. Jeffrey L. Sheler, “The Fight for History,” U.S. News and World Report 131/26 (Dezembro 24, 2001), pp. 38-45.

    8. Israel Finkelstein and Neil Asher Silberman, The Bible Unearthed: Archaeology’s New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts (Nova Iorque: Simon and Schuster, 2001), p. 1.

    9. As abordagens pós-modernas à Bíblia foram criticadas por William G. Dever, What Did the Biblical Writers Know and When Did They Know It? What Archaeology Can Tell Us about the Reality of Ancient Israel (Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 2001).

    10. Jeffrey L. Sheler, Is the Bible True? How Modern Debates and Discoveries Affirm the Essence of the Scriptures (San Francisco: Harper San Francisco, 1999).

    11. William G. Dever, What Did the Biblical Writers Know, p. 3.

    12. Philip Davies, “In Search of ‘Ancient’ Israel,” Journal for the Study of the Old Testament, Supplement 148 (Sheffield: JSOT Press, 1992), p. 67.

    13. Ibidem, p. 60.

    14. Sobre essa avaliação, ver James K. Hoffmeier, Israel in Egypt (Nova Iorque: Oxford University Press, 1997), pp. 10-17.

    15. Aren Maier, “An Iron Age IIA Proto-Canaanite, Philistine Inscription and Other New Finds From Tell es-Safi-Gath.” Artigo apresentado no encontro anual da American Schools of Oriental Research, Filadélfia, Pensilvânia, 18 de novembro de 2005.

    16. Para essa discussão em geral, veja Gary N. Knoppers, “The Vanishing Solomon: The Disappearance of the United Monarchy From Recent Histories of Israel,” Journal of Biblical Literature 116 (1997), pp. 19-44; veja também Dever, What Did the Biblical Writers Know?

    17. Dever, “Further Evidence on the Date of the Outer Wall at Gezer,” Bulletin of the American Schools of Oriental Research 289 (1993), pp. 33-54; Randall W. Younker, “A Preliminary Report of the 1990 Season at Tel Gezer,” Andrews University Seminary Studies, 29 (1991), pp.19-60.

    18. Amnon Ben-Tor, “Excavating Hazor: Solomon’s City Rises From the Ashes,” Biblical Archaeology Review 25/2 (1999), pp. 26-37.

    19. Niels Peter Lemche, The Canaanites and Their Land (Sheffield: Sheffield Academic, 1991), p. 39.

    20. Idem, p. 152.

    21. Nadav Naaman, “The Canaanites and Their Land: A Rejoinder,” Ugarit-Forschungen 26 (1994), pp. 397-418; “Four Notes on the Size of the Land of Canaan,” Bulletin of the American Schools of Oriental Research 313 (1999), pp. 31-37; Anson F. Rainey, “Who is a Canaanite? A Review of the Textual Evidence,” Bulletin of the American Schools of Oriental Research 304, pp. 1-15.

    22. Lemche, The Canaanites, 152.

    23. Michael G. Hasel, Domination and Resistance: Egyptian Military Activity in the Southern Levant, 1300-1185 BC. Probleme der Ägyptologie 11 (Leiden: Brill, 1998); The Name Equation: Mediterranean Peoples, Places, and Polities in the Egyptian New Kingdom, em preparo.

    24. Thomas L. Thompson, Early History of the Israelite People from the Written and Archaeological Sources. Studies in the History of the Ancient Near East 4 (Leiden: Brill 1992), p. 140.

    25. Idem, p. 271.

    26. James Pritchard, Ancient Near Eastern Texts, 3rd. ed. (Princeton: Princeton University Press), p. 262.

    27. Para uma discussão mais ampla, veja Trude Dothan, The Philistines and Their Material Culture (New Haven: Yale University, 1982); Trude Dothan and Moshe Dothan, People of the Sea: The Search for the Philistines (Nova York: Macmillan, 1992).

    28. Para referências mais detalhadas, veja Hasel, “New Discoveries Among the Philistines: Archaeological and Textual Considerations,” Journal of the Adventist Theological Society 9/1-2 (1998), pp. 57-70.