EDITORIAL

A fé que vem da amizade

Nos livros de Mateus, Marcos e Lucas, encontramos uma extraordinária história sobre a amizade. Havia cinco amigos, um dos quais sofria de uma paralisia grave que o impedia de se locomover. Não sabemos se ele nasceu assim ou se a paralisia era sequela de um acidente ocorrido em algum momento de sua vida. Sabemos que o problema era tanto psicológico quanto espiritual. Jesus se referiu ao aspecto espiritual primeiro. Sabemos, porém, que seus amigos não eram apenas simples conhecidos, mas tinham uma amizade verdadeira e estavam convencidos de que Jesus poderia ajudá-los.

Foi com esse sentimento que partiram, levando nos ombros seu amigo deitado na maca. Pode ser que já tivessem feito isso antes, com a intenção de levá-lo para respirar ar fresco ou para que pudesse ver seus amigos em atividade no campo. Mas dessa vez, havia alguns obstáculos consideráveis. Eles chegaram ao seu destino, mas não conseguiram aproximar o doente de Jesus, devido ao grande número de pessoas que estava ali reunido. Eles sabiam que Jesus ajudaria o doente. Estavam convencidos de que deveriam encontrar uma maneira de promover esse encontro. Então, retiraram algumas telhas acima do lugar onde Jesus estava. Através da abertura no teto, baixaram a maca, causando uma grande surpresa à multidão. (Ver Marcos 2:5, Mateus 9:2, Lucas 5:20).

Repetido nos três evangelhos, esse relato é importante. Não deve ser ignorado. Jesus reconheceu a fé desses amigos, não apenas a fé manifestada pelo paralítico. Muitas vezes, enfatizamos o indivíduo e ignoramos a importância da família e dos amigos. Aparentemente, esse homem tinha fé, mas não podia dar nenhum passo em direção a Cristo, a fim de ficar curado. Os amigos fizeram por ele o que ele não podia fazer por si mesmo. Como resultado da fé revelada por esses amigos, Jesus perdoou os pecados do paralítico. Então o curou, surpreendendo a todos, menos a esses amigos crentes.

A revista Diálogo é esse amigo que existe para incentivá-lo e levá-lo ao Senhor, se você está se sentindo sobrecarregado, desanimado, desmoralizado e, portanto, não consegue ir até Ele sozinho. Essa também é a espécie de amigo que cada um de nós pode ser para os outros.

— Lisa M. Beardsley-Hardy, Editora.

Nesta edição, queremos dar as boas-vindas a John Wesley Taylor V, que também será editor desta revista. Antes de entrar para a equipe editorial de Diálogo, Taylor passou sete anos na Universidade Adventista Southern, nos Estados Unidos, onde atuou como reitor da Faculdade de Educação e Psicologia. Trabalhou sete anos como professor no Instituto Internacional Adventista de Estudos Avançados nas Filipinas. Ali, ocupou vários cargos administrativos na área acadêmica. Taylor também trabalhou sete anos na Universidade de Montemorelos, no México, coordenando o setor de pós-graduação. Através dos anos, tem orientado muitos estudantes de nível superior e de pós-graduação.

Taylor nasceu em Porto Rico, quando seus pais trabalhavam como missionários. Ele publicou trabalhos tanto em espanhol quanto em inglês. Frequentemente, participa de congressos universitários como palestrante. Ele é doutor em Filosofia pela Universidade Andrews (EUA) e doutor em Educação pela Universidade de Virgínia (EUA). Sua ampla experiência no âmbito internacional lhe confere a capacidade de compreender os desafios enfrentados pelos leitores de Diálogo no decorrer de seus estudos universitários em diferentes países. Embora tenhamos um novo editor, as metas de Diálogo permanecem as mesmas.