Os seres humanos e os chimpanzés são quase idênticos?

A resposta a essa questão depende em grande parte de pressupostos filosóficos que estão incluídos na análise dos dados.

Recentemente, em meu bairro, apareceram cartazes chamativos com a afirmação de que os seres humanos e os chimpanzés são idênticos em 98%.1 Desconheço quanto êxito teve esse anúncio com a frase “Conheça seus familiares”, que procurava chamar a atenção de possíveis visitantes para a exposição de macacos. Mas sei que impressionou minha filha que está na sétima série. Quando campanhas publicitárias utilizam as técnicas certas, muitas vezes, ficam registradas na memória de todos, de crianças a avós.

Mas de onde saíram esses números? O que eles realmente significam?

Uma análise superficial das porcentagens que são publicadas sobre a semelhança entre o genoma humano e o dos chimpanzés revela que qualquer percepção de precisão é ilusória. A porcentagem 98%2 ou 99,4% – que também foi publicada – passa uma ideia de precisão, e parece demonstrar que os seres humanos e chimpanzés são muito semelhantes.3 Um estudo que comparou fragmentos de genoma humano e de chimpanzé sugeriu que eles são idênticos em 98,77%.4 Por outro lado, algumas das primeiras comparações que foram feitas reduziram a semelhança para 95%.5

Quando a cópia do rascunho do genoma do chimpanzé foi publicada no ano de 20056, a conclusão foi que os genomas do homem e do chimpanzé são semelhantes em 96%. Apesar do fato de essa estimativa ser consideravelmente menor do que a maioria das anteriores, essa nova constatação levou o cientista Frans de Waal, primatologista da Universidade Emory, a declarar: “Darwin não foi somente controversial ao dizer que descendemos dos macacos, mas também ao não ir suficientemente longe... nós somos macacos no sentido dos nossos braços longos e corpos sem caudas e até por nossos hábitos e temperamento.”7

Claro que Darwin foi bastante longe se considerarmos que ele não contava com a tecnologia de sequenciamento de DNA. O mantra frequentemente repetido de que ele nunca disse que os seres humanos descendem dos macacos não é correto.8 Em seu livro A Origem do Homem, Darwin dedica todo o capítulo 6 – “Afinidade e genealogia do homem” – para desenvolver a premissa de que os seres humanos são macacos e, portanto, como todos os outros macacos descendem de um ancestral comum. Um dos maiores defensores de Darwin, Thomas Henry Huxley, apresentou esse argumento impresso em 18639, apenas quatro anos após a publicação do livro de Darwin A Origem das Espécies, e muito antes de Darwin publicar A Origem do Homem.

Dentro da estrutura do pensamento darwiniano, as semelhanças entre os organismos, referidas como homologias, são apresentadas como evidência de uma origem ancestral comum. Assim, dois organismos que compartilham mais características do que um terceiro têm um ancestral comum mais recente do que o terceiro organismo. Por exemplo, tanto os sapos quanto as vacas têm olhos que registram imagens como uma câmera fotográfica, quatro pernas e muitas outras características em comum. Os vermes não têm essas características, portanto, de acordo com o pensamento darwiniano, os sapos e as vacas têm um ancestral comum mais recente do que os vermes. Na análise da sequência de DNA, aplica-se a mesma lógica. A partir do momento em que se descobre que há mais semelhanças entre o DNA de chimpanzés com o de humanos do que com os de outros organismos, essa constatação é vista como uma confirmação das ideias de Darwin. Mas o DNA tem um fator intrínsico adicional relacionado ao fato de que o material genético se transmite de pai para filho.

Vista por uma perspectiva criacionista, a semelhança entre o DNA humano e o do chimpanzé não é nada surpreendente. De todos os animais, os chimpanzés e os gorilas são os que mais se parecem com o homem. Seria ilógico que o Criador tivesse projetado um código completamente diferente para o chimpanzé. É como imaginar que, embora um Toyota Camry e um Corolla sejam muito semelhantes, os componentes relacionados com a engenharia sejam completamente diferentes. Os macacos se parecem mais com os seres humanos do que as vacas porque, entre outras coisas, seu DNA é mais semelhante ao dos seres humanos. Portanto, embora as semelhanças das sequências de DNA pareçam ser exatamente o que os criacionistas e evolucionistas esperam encontrar, alguns agem como se isso fosse uma confirmação do pensamento darwinista e, portanto, uma refutação do criacionismo.

Como surgiram as diferenças entre os genomas

Uma pergunta muito mais interessante, que o criacionismo responde rapidamente e o darwinismo tenta explicar, é como surgiram as diferenças entre o genoma humano e o do chimpanzé. Para entender isso, é necessário saber que existem diversas diferenças entre os dois genomas. A Figura 1 resume algumas. Embora as analogias com a linguagem não sejam perfeitas, há semelhanças suficientes na forma em que o DNA codifica a informação e na forma em que as letras codificam a informação na língua. Portanto, é possível utilizar o idioma para ilustrar os problemas inerentes à decisão de quão similares são as duas sequências de DNA.

Lembre-se de que o DNA é composto de “letras” moleculares chamadas de bases. Ao contrário de outros alfabetos, a “linguagem” do DNA é composta de apenas quatro letras, que são abreviadas como A, T, G e C. Agora imagine duas sequências de DNA

  1. GAATGC
  2. TAATGA

Há um total de seis letras em cada sequência, e as sequências 1 e 2 diferem unicamente em duas bases, a primeira e a última base de cada sequência. Se comparássemos somente as letras em comum, essas sequências seriam 2/3 idênticas, ou seja, teriam uma semelhança de 67%. Um exemplo semelhante em nossa língua são as palavras “ser” e “ver”. Se analisarmos as letras, essas duas palavras são idênticas em 67%, mas seus significados são completamente diferentes. No exemplo do DNA apresentado, se ambas sequências fossem parte de um gene que codifica uma proteína, elas teriam significados completamente diferentes. Quando o DNA codifica uma proteína, as “palavras” são chamadas de “códons”, e são compostas por três bases. Cada códon codifica um aminoácido. As proteínas são sequências de aminoácidos que se uniram. Nesse caso, o códon GAA da sequência 1 indica que nessa posição deve se incorporar o aminoácido do ácido glutâmico (glutamato). O códon TGC10 codifica um aminoácido chamado cisteína. Os códons na segunda sequência, TAA e TGA, embora difiram em cada base na sequência 1, têm um significado totalmente diferente. De fato, nenhum desses dois códons codifica um aminoácido. Ambos são chamados de códon de terminação (ou parada), uma vez que agem como pontos no final de um parágrafo na linguagem do DNA. Eles apontam onde o DNA codifica uma proteína.

Portanto, isso significa que alterações relativamente insignificantes no DNA podem resultar em grandes diferenças. Isso é algo comum entre as sequências de DNA e da ortografia das palavras em nossa língua. Às vezes, mudar apenas uma letra para uma posição diferente em uma palavra pode resultar em uma diferença muito grande. No DNA, ambos códons GGU e UGG codificam um aminoácido. Mas o primeiro codifica o aminoácido mais simples, glicina; enquanto o segundo codifica o triptófano, que é um dos maiores e mais complexos aminoácidos. Na língua portuguesa, por exemplo, basta trocar a letra p da palavra “pato” e obter outra de sentido totalmente diferente, como “apto”.

Vejamos, na Figura 1, um exemplo de duas sequências de DNA que diferem em menos de 1%, mas produzem duas proteínas muito diferentes.

Em cada uma dessas sequências, há 444 bases, e elas diferem em apenas uma base (mostrada em negrito).11 Assim, a diferença entre essas sequências é de apenas 0,225%, portanto, são idênticas em 99,775%. No entanto, a primeira codifica uma proteína presente na hemoglobina normal, enquanto a segunda sequência codifica uma proteína anormal que produz a anemia falciforme ou drepanocítica, uma doença genética devastadora.12 A diferença identificada no DNA de apenas 0,225% se traduz em uma diferença de 0,676% na proteína, mas essa pequena variação leva a uma doença grave. Nem todas as alterações dessa magnitude têm um impacto tão grande, mas essa ilustração serve para mostrar que pequenas alterações na sequência de DNA podem e, na verdade, conduzem a diferenças notórias em um organismo.

Duas sequências são iguais ou diferentes?

Como é que identificamos se duas sequências são quase idênticas ou completamente diferentes? Obviamente, uma análise isolada das letras não será útil para determinar se dois documentos são idênticos ou diferentes. Por exemplo, vamos dizer que tanto a Bíblia quanto o livro A Origem das Espécies utilizam as mesmas letras do alfabeto para transmitir informações. Em relação ao DNA, são utilizadas exatamente as mesmas bases para codificar a informação tanto em seres humanos quanto na pequena bactéria E. coli, que vive em nosso intestino. Na comparação dos livros, muitas ou todas as palavras utilizadas podem ser as mesmas, mas os livros são definitivamente diferentes. Comparando os organismos, os códons utilizados para codificar as proteínas podem ser os mesmos, mas os corpos são diferentes. É evidente que um fator importante que devemos considerar é que quando se comparam as sequências de DNA, o que se está comparando é o comprimento da sequência. Outro fator importante que deve ser considerado quando se compara as sequências de DNA é o modo como as informações que codificam o DNA são expressas como proteínas, pois a maneira como expressamos as coisas em nosso idioma é muito diferente. Embora geralmente se associe o DNA com o conceito de codificar proteínas, isso não é inteiramente verdadeiro. Somente cerca de 3% de DNA humano contêm informação codificada para produzir proteínas. No passado, os restantes 97% eram considerados como lixo ou resíduos do processo evolutivo, sem qualquer função, denominados “DNA lixo”. Recentemente, tornou-se claro que grande parte desse DNA não codificante regula a produção de proteínas nas regiões codificantes da proteína, enquanto outros setores estão envolvidos em atividades adicionais que são vitais.13

Nos genomas humanos e dos chimpanzés, grande parte desse DNA não codificante faz parte de sequências que se repetem. É difícil definir o significado dessas sequências repetidas, e até mesmo avaliá-las, uma vez que representam um desafio para as técnicas modernas de sequenciamento. Portanto, embora se diga que o sequenciamento do genoma humano está completo, ele não foi completamente finalizado. Pelo fato de as sequências repetitivas não terem sido consideradas importantes, algumas comparações de sequência foram ignoradas. Por exemplo, em estudos que afirmam que existe uma semelhança de 98% entre o DNA humano e o do chimpanzé, o DNA repetitivo foi removido antes da realização da comparação.14 Isso ocorre ao se excluir as palavras mais frequentemente utilizadas nos dois livros de texto a serem comparados15, algo que poderia distorcer o resultado de qualquer comparação estatística.

Um aspecto adicional que complica a comparação dos genomas de organismos diferentes é o fato de que, aparentemente, as diferenças estão concentradas em áreas específicas de seus genomas, e não estão distribuídas aleatoriamente. Por exemplo, os genomas humanos e dos chimpanzés apresentam uma variação tão grande na diferença entre os segmentos semelhantes, que se admitiu a informação de que os dois organismos evoluíram em espécies distintas por vários milhões de anos antes de voltarem a ficar juntos por cerca de 6,3 milhões de anos16, e depois voltaram a separar-se.17 Essa variação na magnitude da diferença observada na sequência não ocorre apenas no DNA, mas também em genes específicos que codificam proteínas específicas. Por exemplo, vários genes que são essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso têm, como é de se esperar, maior diferença do que a diferença média entre os genes dos humanos e dos chimpanzés. Os darwinistas argumentam que é devido à “seleção positiva” desses genes,18 mas não está claro porque a seleção ocorreu apenas em genes associados com a inteligência em ancestrais humanos e não na dos ancestrais dos chimpanzés. É difícil imaginar que a inteligência somente possa se adaptar em seres humanos e em seus ancestrais. Mas essas variações quanto ao grau de diferença entre os diferentes segmentos do DNA não estão restritas a um único gene ou partes de cromossomos. É impressionante a pequena diferença entre os cromossomos X em humanos e chimpanzés em relação às diferenças entre os outros cromossomos. Não está inteiramente claro como a seleção natural chegaria a isso. Seria, então, necessário algum relato meio deturpado para tornar os fatos consistentes com a hipótese darwiniana.

O papel das proteínas nos seres vivos

Há outra diferença marcante na maneira como os genomas dos humanos e dos chimpanzés funcionam. Esse ponto pode causar impacto maior ao tentar explicar porque não são produzidos organismos essencialmente idênticos. Para entender esse aspecto, é minimamente necessário rever alguns conceitos relacionados com o papel das proteínas em organismos vivos. O DNA codifica proteínas utilizando praticamente as mesmas especificações que são necessárias para decidir qual peça deve ser utilizada em uma máquina. Muitas peças podem ser combinadas de várias maneiras para produzir diferentes máquinas. Por exemplo, se você perde o parafuso com fenda na cabeça que ligava as duas lâminas de uma tesoura, pode ser possível substituí-lo por um parafuso que empregue chave sextavada. Inversamente, pode ser possível pegar as mesmas peças, ou algumas muito semelhantes às encontradas em uma máquina, e combiná-las de modo a produzir um artefato muito diferente.

O que tudo isso tem a ver quando analisamos especificamente o genoma humano e o do chimpanzé? Apesar de sermos tentados a pensar que as diferenças entre os seres humanos e os chimpanzés sejam o resultado da diferença de suas respectivas proteínas, na realidade as diferenças, provavelmente, sejam o resultado da forma como as partes das proteínas se ajustam. Isso é o que aparentemente ocorre quando se produzem proteínas individuais a partir das informações encontradas nos genomas de humanos e de chimpanzés. Acontece que os genes são expressos em formas muito variadas nas diferentes espécies de primatas, incluindo os seres humanos e os chimpanzés. Essas diferenças na expressão genética parecem surgir de diferenças em um subconjunto de pro-

teínas chamadas “fatores de transcrição”.19 Não deveríamos ficar surpresos com o fato de os darwinistas atribuírem essas diferenças à “seleção positiva”.

Não só se observa que as proteínas são combinadas de diferentes formas para a fabricação de todas as espécies de criaturas, mas também, quando analisamos os chimpanzés e os seres humanos, vemos que há uma diferença interessante na maneira em que seus genomas são montados. Por exemplo, durante a reprodução sexual, o DNA de ambos os pais é reorganizado em forma semelhante a um baralho de cartas para criar cromossomos únicos que entrarão nos espermatozóides e óvulos, e, eventualmente, no descendente desse casal. Quando isso acontece, o DNA deve ser quebrado fisicamente e, em seguida, voltar a ser unido. Esse processo é complexo e não acontece aleatoriamente em qualquer ponto. A localização em que ocorrem os cortes e as novas combinações (recombinações) nos cromossomos de chimpanzés é diferente da dos seres humanos.20

São os seres humanos essencialmente idênticos aos macacos? A resposta a essa pergunta dependerá em grande medida dos pressupostos filosóficos que são incorporados à análise dos dados. Neste artigo, meu objetivo foi demonstrar que os números citados com respeito à porcentagem de diferença entre os genomas humano e o de chimpanzé não são tão exatos como parecem ser. Além disso, dependendo do local em que os respectivos genomas são analisados será possível obter uma grande diferença nas conclusões. Finalmente, o modo pelo qual a informação codificada no DNA é traduzida para produzir proteínas e, em última análise, os seres vivos, é muito diferente entre os seres humanos e os macacos. É possível argumentar consistentemente ao enfatizar as muitas diferenças entre o DNA humano e o do chimpanzé.

Além disso, vale lembrar que à medida que mais informação é publicada sobre a comparação dos genomas, as diferenças parecem ser mais profundas do que se pensava até poucos anos atrás. Por outro lado, seria ridículo sugerir que os chimpanzés não são mais semelhantes aos seres humanos do que sapos, peixes e moscas. Na verdade, a grande questão é: que conclusão devemos tirar das semelhanças e das diferenças?

Há mais um ponto, para levar em conta, para quem quer estabelecer conclusões decisivas. Diz respeito sobre a forma alarmante, com que no passado, tanto defensores do darwinismo quanto do criacionismo defenderam seu ponto de vista. Em nossa própria igreja, há uma série de declarações publicadas que provavelmente não trouxeram contribuição no passado, nem trariam agora.

Por exemplo, Urias Smith afirmou na capa da Review and Herald: “Os naturalistas declaram que a linha demarcatória entre as raças humana e animal se perde na confusão. Isso é impossível, uma vez que eles dizem saber qual o ponto exato onde termina o humano e começa o animal.”21 Essa linha de pensamento também pode ser encontrada nas declarações de Dores Robinson, secretária de Ellen White, que escreveu: “Qualquer um que observa um chimpanzé, um gorila ou um orangotango não terá muita dificuldade em acreditar que eles têm um ancestral comum com a raça humana... é muito mais razoável acreditar que os macacos descendam dos homens...”22 Um darwinista insiste em que seria útil incorporar uma boa dose de “realidade biológica”, através da criação de quimeras, híbridos ou clones interespécies.23 Isso poderia ser feito para combater os “fundamentalistas religiosos que ocupam a Casa Branca e controlam o Congresso em uma tentativa de distorcer o ensinamento da ciência em nossas escolas” (referindo-se às instituições de ensino dos Estados Unidos). Esse darwinista também publicou que nos encontramos em “dias escuros marcados por ideias antievolução, com base na falta de conhecimento”.24

A Bíblia é clara sobre o lugar especial da humanidade na criação. “E criou Deus o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou, macho e fêmea os criou” (Gênesis 1:27). Devido a suas características e porque agora “vemos por espelho em enigma” (1 Coríntios 13:12), a ciência não pode dar respostas definitivas sobre a natureza humana. As suas conclusões são provisórias, resultantes de filtros filosóficos usados para analisar a informação. Mesmo com essas limitações, é interessante notar que há uma tendência evidente: à medida que aumenta o conhecimento e a quantidade de informações, declarações científicas contundentes, que parecem incompatíveis com a compreensão tradicional da Bíblia, são questionadas na mesma proporção em que os conceitos bíblicos parecem mais sustentáveis.

Timothy G. Standish (Ph.D., Universidade George Mason) é pesquisador científico no Instituto de Investigação de Geociência, Loma Linda, Califórnia, EUA. E-mail: tstandish@llu.edu

REFERÊNCIAS

  1. Esta estatística foi publicada em muitas fontes, inclusive no website do zoológico de San Diego: http://www.sandiegozoo.org/animalbytes/t-chimpanzee.html.
  2. Para outro exemplo, ver MARKS, J. What it means to be 98% chimpanzee: apes, people, and their genes. Berkeley: Imprensa da Universidade da Califórnia, 2002. 325 págs.
  3. WILDMAN, D.E.; UDDIN, M.; LIU, G.; GROSSMAN, L.I., GOODMAN, M. “Implications of natural selection in shaping 99.4% nonsynonymous DNA identity between humans and chimpanzees: enlarging genus Homo”. In: Proceedings of the National Academy of Sciences, 100 (2003): 7181-7188.
  4. FUJIYAMA, A.; WATANABE et. al. “Construction and Analysis of a Human-Chimpanzee Comparative Clone Map” In: Science, 295 (2000): 313-334.
  5. BRITTEN, R.J. “Divergence between samples of chimpanzee and human DNA sequences is 5% counting indwells” In: Proceedings National Academy Science, 99 (2002): 13633-13635.
  6. The Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium. “Initial sequence of the chimpanzee genome and comparison with the human genome”. In: Nature (2005), 437: 69-87.
  7. Frans de Waal é citado no website do National Geographic News: http://news.nationalgeographic.com/news/2005/08/0831_050831_chimp_genes.html.
  8. Como exemplo, ver o editorial de W. Allen (National Geographic, novembro de 2004).
  9. HUXLEY, T.H. Evidence as to man’s place in nature. New York: D. Appleton, 1863.
  10. A fim de nos expressarmos de maneira consistente e para evitarmos confusão, nos referimos ao DNA neste parágrafo. No entanto, notamos que, para que os códons possam ser traduzidos para proteínas, é necessário realizarem cópias do DNA usando como intermediário o RNA. Tomar nota que o RNA utiliza uracil (U) no lugar da timina (T) e, por conseguinte, que o RNA pode ser lido como códon UGC e não como TGC. Os códons na cópia de RNA da sequência 2 seriam UAA e UGA, e não TAA e TGA.
  11. A proteína beta-globina madura começa com o aminoácido valina. O aminoácido que foi alterado na versão beta-globina S é o sexto. Em vez de ácido glutâmico, o aminoácido presente na beta-globina normal contém uma valina. O primeiro aminoácido codificado pelas sequências aqui apresentadas é a metionina, mas esse aminoácido é eliminado da versão madura da proteína.
  12. Essa doença é a anemia falciforme, que é mais frequente em pessoas que vivem na região equatorial da África ou seus descendentes, sendo também a doença hereditária de maior prevalência no Brasil. Nos indivíduos com anemia falciforme, os glóbulos vermelhos assumem uma morfologia alongada, no formato de foice, devido à polimerização da hemoglobina quando perde o oxigênio. Essas células alongadas obstruem os vasos sanguíneos e são destruídas rapidamente, o que danifica órgãos e desencadeia em um quadro de anemia crônica.
  13. STANDISH, T.G. “Rushing to judgment: functionality in noncoding or ‘junk’ DNA” In: Origins 53: 7-30.
  14. SIBLEY, C.G.; AHLQUIST, J.E. “The phylogeny of the hominoid primates, as indicated by DNA-DNA hybridization” In: Journal of Molecular Evolution 20 (1984): 2-15. Ver também: Sibley, C.; Ahlquist, J. “DNA hybridization evidence of hominoid phylogeny: results from an expanded data set” In: Journal of Molecular Evolution 26: (1987): 99-121. É importante mencionar que embora o trabalho de Sibley e Ahlquist tenha sido citado amplamente, e provavelmente seja a fonte da informação sobre 98% de semelhança, é controvertido, devido a acusações de suposta manipulação da informação. Ver: http://personal.uncc.edu/jmarks/DNAHYB/dnahyb2.html.
  15. Para compreender a magnitude disso, veja o seguinte site: http://corpus.rae.es/frec/1000_formas.TXT. Veja também outra fonte que apresente as palavras mais usadas em português.
  16. Esses valores foram apresentados no artigo em que foram informados os resultados. Estão aqui apenas para ilustrar a ideia de que a vida existe há milhões de anos, mas não significa uma adesão a essa postura.
  17. PATTERSON, N.; RICHTER, D.J.; GNERRE, S.; LANDER, E.S.; REICH, D. “Genetic evidence for complex speciation of humans and chimpanzees” In: Nature, 441 (2006): 1103-1108.
  18. PONTING, C.; JACKSON, A.P. “Evolution of primary microcephaly genes and the enlargement of primate brains” In: Current Opinion in Genetics & Development, 15 (2005): 241-248.
  19. GILAD, Y.; OSHLACK, A.; SMYTH, G.K.; SPEED, T.P.; WHITE, K.P. “Expression profiling in primates reveals a rapid evolution of human transcription factors” In: Nature, 440 (2006): 242-245.
  20. WINCKLER, W.; MYERS, S.R. et. al. “Comparison of Fine-Scale Recombination Rates in Humans and Chimpanzees”. In: Science, 308 (2005): 107-111.
  21. SMITH, Uriah. “The visions – objections answered: obj. 37” In: Advent Review and Sabbath Herald, 28(9), 31 jul., 1866: 65, 66.
  22. ROBINSON, D.E. “Amalgamation versus evolution.” Elmshaven, St. Helena, Califórnia. White Document file 316, Heritage Room, Universidade de Loma Linda. 1931.
  23. As quimeras são entidades interespécies, compostas por uma mistura de DNA de dois ou mais organismos.
  24. DAVID, P.; BARASH, D.P. “When man mated monkey”. In: Los Angeles Times, 17 jul., 2006. Disponível em: http://www.latimes.com/news/opinion/la-oe-barash17jul17,0,1775276.story?coll=la-opinion-rightrail.