John Ashton

Diálogo com um cientista adventista da Austrália

John Ashton nasceu em Newcastle, Austrália. Ali cresceu com seu irmão mais novo em um lar metodista, mas não praticante. O pai de Ashton trabalhava na Marinha australiana como engenheiro eletricista, e sua mãe era uma talentosa artista fotográfica. Depois que John foi batizado na Igreja Adventista, em 1971, sentiu um grande desejo de partilhar sua fé com os colegas da universidade. Para essa tarefa, ele recebeu a ajuda de uma jovem professora do Ensino Fundamental do Avondale College, Colleen Bryan. Com o passar do tempo, a amizade deles se tornou mais forte, ao descobrirem que tinham muitos amigos e interesses em comum, como o gosto pelas caminhadas e pela vida no campo. Eles se casaram um ano depois, em 1974. Atualmente, moram em uma pequena propriedade rural nas imediações do Lago Macquarie. O casal tem duas filhas casadas, dois filhos adultos e três netos. Colleen, que se especializou em massagem e terapias complementares, está dirigindo sua própria clínica e participa ativamente no Ministério da Mulher, enquanto que John se dedica a apresentar palestras sobre a criação e temas sobre saúde nas igrejas locais.

O Dr. Ashton é atualmente o gerente de pesquisas estratégicas no Sanitarium Health and Wellbeing, um dos maiores produtores de cereais e alimentos saudáveis da Austrália. Além dessa função, ele é professor adjunto de Ciências Aplicadas no Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT) e de Ciências Biomédicas na Universidade de Victoria, tendo atuado também como consultor-chefe na área de pesquisas em sete universidades australianas e como orientador de pesquisas para vários alunos PhD. O Dr. John também é membro do Royal Australian Chemistry Institute.

John, quando você iniciou sua jornada como adventista?

Comecei a frequentar a Igreja Adventista pouco depois de me formar na Universidade de Newcastle. Na época, trabalhava no laboratório central de pesquisas de uma empresa que é hoje a maior mineradora do mundo, a BHP (Broken Hill Proprietary). Os melhores cientistas de todo o mundo trabalhavam lá, mas a coisa que mais se destacava era que, apesar de esses cientistas terem frequentado algumas das melhores universidades, como Oxford e Cambridge, o seu estilo de vida e hábitos indicavam que eles levavam uma vida vazia e sem realização pessoal. Então pensei comigo mesmo que deveria haver algo mais na vida que só aquilo. Eu aspirava me tornar um cientista, mas não havia nada no comportamento deles que me inspirasse.

Que aspecto da ciência, particularmente, mais lhe interessava?

Meu envolvimento inicial com a BHP foi como físico, porque tinham me oferecido uma vaga de estágio em Física. Mas, na época, percebi que a maioria das pessoas que seguiam esse caminho acabavam fazendo programação de computadores. Assim, mudei para Química e terminei o curso como o melhor aluno de Química da Universidade de Newcastle, em 1969.

Lembro-me de que nessa época eu pensava muito sobre isso e me perguntava: “Existe algum propósito para a vida?” Conversei com minha mãe sobre o assunto e lhe perguntei: “Como é que a senhora descobriu a verdade sobre Deus?” Ela me disse: “Vá à igreja!” Como nos considerávamos metodistas, fui então a uma pequena igreja que havia na esquina, bem perto da minha casa, onde ouvi a respeito da mensagem do evangelho e de que deveria aceitar o Salvador em minha vida. Eu sabia que precisava fazer isso, mas era tímido. Mesmo assim, queria saber mais.

Perguntei novamente à minha mãe como poderia conhecer mais sobre a Bíblia. Nove anos antes, meu pai havia morrido de repente, e quando algumas pessoas adventistas nos visitaram, elas nos deixaram um exemplar de Your Bible and You [A Sua Bíblia e Você]. Minha mãe havia ido à igreja adventista algumas vezes e, assim, decidi ir até lá, pois sabia que faziam um estudo da Bíblia todo sábado de manhã. Entre outras coisas, falaram sobre o sábado. Comecei então a fazer uma pesquisa em minha enciclopédia e descobri que o sábado é o sétimo dia. Isso apelou à minha mente lógica e científica! Senti que desejava começar tudo de novo e orei pela orientação divina.

Nessa época, estava sendo oferecida uma bolsa de estudos para pesquisas sobre o Tióxido. Era a bolsa de estudos de pós-graduação em Química de maior prestígio e mais bem paga na Austrália. Candidatei-me e prometi ao Senhor que eu iria comprar uma Bíblia e começar a frequentar a igreja. Em 1970, ganhei aquela bolsa de estudos e mantive minha promessa: a partir daquele dia, passei a frequentar a Igreja Adventista. Continuei meus estudos universitários, frequentando a igreja e fazendo um curso bíblico por correspondência. Fui batizado em 1971.

Sei que seu interesse no debate sobre a criação e a evolução foi despertado no início de sua experiência na igreja. Como isso aconteceu?

Como a ciência fazia parte dos meus estudos, um bom número de membros da igreja me questionava sobre a criação. Comecei então a ler temas a favor e contra a criação e a evolução. Eu tinha um amigo na universidade que estudava Geoquímica. Ele tinha um cabo de pá, encontrado na Europa, que supostamente teria milhares de anos, o que parecia não fazer sentido algum para nós. Isso atiçou minha mente para o fato de certamente existir algum grave problema com o método de datação radiométrica. E assim comecei a estudar essa área. Aliás, ele também se tornou adventista!

Creio que foi nessa época que você passou por outro acontecimento especial em sua vida, não é?

Sim, eu conheci uma jovem professora, Colleen, que hoje é minha esposa. Ela é uma companheira maravilhosa e tem sido um grande apoio para o meu crescimento pessoal.

Depois de terminar o mestrado, lecionei Física e Matemática por vários anos no Hobart Technical College. Durante esse período, dediquei um pouco mais de tempo ao estudo da Bíblia e apliquei algumas das minhas habilidades de pesquisa ao estudo das profecias e às evidências históricas e arqueológicas associadas ao seu cumprimento.

John, você é uma pessoa com amplos interesses, mas, por favor, explique o seu interesse especial quanto à criação e a evolução.

Eu estava com quase 40 anos de idade, já tinha filhos e era razoavelmente bem estabilizado quando me senti fortemente impressionado a dedicar minha atenção ao estudo da criação, especialmente na área de Epistemologia, por estar relacionada às Ciências e Ciências Biomédicas, tendo em vista que essa é uma área particularmente relevante para as teorias evolucionistas. Interessei-me em examinar os fundamentos da pesquisa científica e por que a ciência pode saber. A ciência biológica levou-me a explorar as ciências ambientais e médicas, bem como as implicações da doença iatrogênica. Isso me fez verificar uma série de questões relacionadas à ação humana e o meio ambiente. Estava interessado em saber de que maneira a ciência poderia fazer melhores afirmações e evitar alguns dos efeitos colaterais.

Você também se tornou bastante co-nhecido por suas publicações na área de saúde. Conte-nos sobre isso.

Depois de ter morado em Hobart, mudei-me para New South Wales e comecei a trabalhar como químico-

chefe no Laboratório de Pesquisa de Alimentos da Sanitarium Health Food Company. Passei então a concentrar meu interesse nos alimentos. Fui convidado a ser um dos dois colaboradores australianos em um projeto internacional para o desenvolvimento de um método de análise da fibra dietética. Participei também de outro projeto da International Union of Pure and Applied Chemists que estava analisando a toxicidade do alumínio nos alimentos. O envolvimento nesse setor ajudou-me a desenvolver uma boa reputação como químico. Comecei a publicar vários trabalhos nessas áreas.

O supervisor de pesquisa com quem eu estava trabalhando, o Dr. Ron Laura, tinha estudado nas universidades Harvard, Oxford e Cambridge. Ele estava bem entrosado na área de publicações e nós começamos a escrever alguns livros juntos. Isso foi realmente providencial. Nosso primeiro livro, Hidden Hazards [Perigos Ocultos], que analisava o impacto da tecnologia sobre o meio ambiente, foi muito vendido e a editora nos convidou para escrever outro livro. Então comecei a pensar a respeito de questões importantes e minha mente se deteve sobre o tema do impacto do álcool na comunidade. Ninguém falava sobre isso. Foi justo na época em que as propagandas estavam incentivando as mulheres a ingerirem bebidas alcoólicas com o objetivo de aumentarem as vendas. Houve um período na Austrália, por exemplo, em que o índice de mulheres que bebiam excessivamente dobrou. A falta de consciência quanto aos perigos do álcool e seu impacto, principalmente sobre as mulheres, era muito preocupante. Foram feitas algumas pesquisas excelentes sobre esse assunto, mas esse conhecimento não estava sendo difundido. Meu editor ficou surpreso com o tema, e então, sabendo que o primeiro livro havia saído tão bem, concordou em prosseguir. Assim, fiz várias pesquisas sobre o uso do álcool para a publicação desse livro, durante vários anos. Infelizmente, a editora achou o texto bastante “cansativo”. Foi somente oito anos depois, em 2004, que a Signs Publishing Company publicou-o sob o título Uncorked! The Hidden Hazards of Alcohol [Garrafa Aberta! Os Perigos Ocultos do Álcool].

Quando me tornei adventista, lecionava na Hobart Technical College e tive grande interesse em testemunhar. Eu estava muito feliz por me associar à perspectiva adventista de saúde, assim, comecei a escrever artigos curtos nessa área, e eles foram muito bem recebidos em todos os lugares. Ao me mudar para New South Wales, compartilhei esses artigos com Ron Laura, e decidimos escrever alguns livros sobre saúde juntos. Nessa época, escrevemos outro livro sobre meio ambiente, The Perils of Progress [Os Perigos do Progresso], publicado pela editora da Universidade de New South Wales, abordando o impacto da tecnologia e práticas alimentares sobre o meio ambiente e a saúde humana. O livro foi bem recebido e também republicado nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e África do Sul. Em seguida, fui convidado para participar como coautor de um livro sobre intoxicação alimentar, intitulado Risky Foods and Safer Choices [Alimentos de Risco e Escolhas Mais Seguras], e por ter publicado tantos livros, o meu desejo de testemunhar escrevendo livros aumentou ainda mais.

Que outros interesses estavam se formando?

A minha mente voltou-se novamente para o interesse que sempre tive pela Teologia, especialmente por Isaías e a declaração feita por Deus de que “Ele é como nenhum outro” e que anuncia “o fim desde o princípio” (Is 46:10). Assim, comecei a buscar evidências históricas para o relato daqueles que previram o que ia acontecer no futuro. Dessa pesquisa, nasceu o livro The Seventh Millennium [O Sétimo Milênio].

Na época, senti que precisava dar continuidade ao material sobre as evidências da criação. Durante uma visita à livraria do museu, The Answers in Genesis, uma pessoa me reconheceu e falou de um seminário realizado recentemente na Universidade Macquarie, em Sydney, onde o curador do Museu de Sydney fez a declaração de que nenhum cientista experiente e com doutorado acreditaria em uma criação literal em seis dias. Essa pessoa me disse ainda que tinha dado o meu nome ao cientista, afirmando que eu era o químico-chefe da Companhia de Alimentos, e acrescentou: “Fiz mal?” “Claro que não!”, foi minha resposta.

Alguns dias mais tarde, enquanto fazia minha caminhada, ocorreu-me o seguinte pensamento: “Por que não perguntar a cientistas com PhD a razão de não acreditarem na criação?” E esse pensamento resultou no livro In Six Days: Why 50 Scientists Believe in Creation [Em Seis Dias: Por que 50 Cientistas Acreditam na Criação]. Esse livro foi publicado pela primeira vez em 1999. Catorze anos depois, continua sendo ainda bastante vendido. São mais de vinte edições, e já foi traduzido para várias línguas. Trabalhar com cientistas de todo o mundo, que passaram por profundas experiências cristãs, foi uma fonte de inspiração maravilhosa para mim.

Richard Dawkins fez a objeção de que alguns dos colaboradores tinham estudado em universidades religiosas, como Loma Linda, por exemplo. Então comecei a entrar em contato com professores universitários que obtiveram as suas qualificações educacionais e ensinaram em universidades seculares, mas que acreditavam em Deus. Perguntei a eles sobre suas crenças em milagres, na ressurreição de Jesus e nas respostas às orações. Os temas por eles apresentados deram origem ao livro The God Factor [O Fator Deus], publicado pela Harper-Collins. Nos Estados Unidos, foi publicado sob o título On the Seventh Day [No Sétimo Dia]. A editora achou que seria uma boa forma de dar sequência ao livro publicado anteriormente: In Six Days. Trocar correspondências e trabalhar com os colaboradores foi uma inspiração para mim e a confirmação de minha fé.

Qual foi o resultado de todo esse trabalho?

Não é de se estranhar o fato de alguns críticos do livro terem afirmado que os colaboradores estavam indo além de seus domínios. Eu tinha um jovem amigo, estudante universitário, que teve a ideia de escrever respostas às inúmeras questões que desafiam os estudantes universitários adventistas. Dessa vez, fizemos contato com colaboradores que tiveram experiência nas áreas relacionadas a esses temas, que depois se transformaram no livro The Big Argument: Does God Exist? [A Grande Questão: Será Que Deus Existe?].

Quando estávamos trabalhando no livro, tivemos dificuldade de encontrar um acadêmico para escrever sobre as evidências do Êxodo. Então alguém sugeriu David Down, e ele concordou. David me contou que estava escrevendo um livro sobre a história do Egito e me convidou para participar desse trabalho. Juntos, elaboramos uma cronologia que harmonizava a Bíblia com as cronologias egípcias. Esse livro, Unwrapping the Pharaohs [Desvendando os Faraós], abriu novos caminhos ao ser publicado em 2006.

Antes disso, quando eu estava estudando os aspectos dos alimentos, interessei-me pelas incríveis, porém, não reconhecidas, propriedades benéficas do cacau e do chocolate. Mais tarde, minha nora passou a trabalhar comigo para adaptar a linguagem a fim de alcançarmos um público maior. Esse livro tornou-se o popular A chocolate a Day [Um Chocolate Por Dia], publicado em 2010.

Em 2009, na época do Sesquicentenário de A Origem Das Espécies, de Darwin, eu me senti realmente compelido a escrever sobre por que a evolução é algo impossível. Temos agora inúmeras evidências que desafiam os pressupostos da evolução, particularmente na área da Bioquímica. É impossível que o código genético tenha se formado por acaso – ou seja, a probabilidade é muito menor que 1 em 10150. Quando levamos em consideração que há apenas 1080 átomos no Universo conhecido, esse já é um número imenso. Alguns estudiosos calcularam que a possibilidade da formação de um DNA, de forma aleatória, é da ordem de menos de 1 em 105000! Assim nasceu o meu mais recente livro: Evolution Is Impossible [A Evolução é Impossível]. Minha paixão é ajudar nossos jovens a verem através das suposições feitas pelos evolucionistas e compreenderem que elas realmente não podem ser apoiadas.

Parece que grande parte da oposição dos evolucionistas à criação é mais política do que científica. Qual é a sua opinião sobre isso?

É interessante que inúmeros filósofos na área científica estão agora falando veementemente contra a evolução e as longas eras associadas à coluna geológica. A questão, porém, tornou-se extremamente política, e quem fala contra ela atrai a oposição e o ridículo. Por exemplo, temos o caso do Dr. Stephen Meyer, que estudou na Universidade de Cambridge, e publicou um artigo afirmando que o registro fóssil não fornece evidência para a evolução. Houve uma série de críticas argumentando que ele já estava predisposto à sua cosmovisão do design inteligente. O documento ainda está disponível na internet. E então surgiu o artigo de Jerry Fodor, “Why Pigs Don’t Have Wings” [Por que os Porcos Não Têm Asas], em que ele diz essencialmente a mesma coisa, o que causou grande protesto.

A evolução, porém, ainda não tem um mecanismo para explicar como os novos organismos superiores podem se formar. Mais recentemente, em 2012, Thomas Nagel, professor de Filosofia da Universidade de Nova York, publicou The Mind and the Cosmos: Why the Material Neo-Darwinian Conception of Nature Is Almost Certainly False [A Mente e o Cosmos: Por Que a Concepção Material Neo-Darwiniana da Natureza é Quase Que Certamente Falsa]. Esse livro enfraquece toda a posição naturalista do ponto de vista da Biologia, da teoria da evolução e da cosmologia. Em 2012, os estudantes e professores da Universidade Emory reagiram fortemente ao Dr. Ben Carson, o eminente neurocirurgião, por sua total rejeição à teoria da evolução. Isso é política, não ciência! É triste ver que cientistas que estão se manifestando contra a evolução estão sendo demitidos e os artigos que eles escreveram acabam sendo retirados de circulação. Essas ações devem soar como sinal de alarme e chamar a atenção para a gravidade do que está acontecendo.

Que conselho você daria aos estudantes adventistas de instituições seculares e aos profissionais adventistas que trabalham em ambientes que desafiam a sua fé?

Nesses ambientes, acredito que é importante assumir sua fé. Você tem direito às suas opiniões e crenças; quando questionadas, demonstre confiança ao explicá-las. No entanto, nesses ambientes eu não tentaria alardear minhas crenças. Pelo contrário, iria tentar ser a pessoa mais útil, generosa e atenciosa que poderia ser. As ciências biológicas são apoiadas pela teoria da evolução e, para a pesquisa do dia a dia nessas áreas – como na microbiologia e virologia – a teoria funciona, e os trabalhos teóricos e documentos têm que ser escritos dentro dessa estrutura. A teoria falha onde ela não consegue explicar a origem dos complexos códigos genéticos do DNA e o incrível design na natureza – somente uma criação tendo sido feita por um Deus com inteligência superior pode explicar isso. Ao serem desafiadas quanto às questões de criação, as pessoas apontam para recursos, tais como os livros Six Days: Why 50 Scientists Choose to Believe in Creation ou Evolution Impossible, ou para os websites como o www.creation.com. Seja qual for a situação, firme a sua fé em Cristo. Ele nunca o deixará nem desamparará. Ore e leia a Bíblia diariamente. Ela vai lhe dar coragem e as palavras certas para falar no momento certo.

Obrigado por compartilhar a sua história inspiradora. Se pudesse resumir em poucas palavras a sua principal motivação, o que você diria?

Minha paixão é fazer com que essas informações atinjam os jovens, para que possam ter confiança na Palavra de Deus.

Don Roy (PhD, Deakin University, Victoria, Austrália) é professor sênior adjunto no Avondale College of Higher Education, Cooranbong, New South Wales, Austrália. E-mail: doncroy@gmail.com.

John Ashton E-mail: john.ashton@sanitariumcom.aur.